quinta-feira, 24 de maio de 2018

As 3 peneiras - Sócrates




Você já ouviu falar sobre as 3 peneiras da sabedoria de Sócrates? Em uma mensagem rápida, espero que você reflita sobre essa parábola.

Um rapaz procurou Sócrates e disse-lhe que precisava contar algo sobre alguém. Sócrates ergueu os olhos do livro que estava lendo e perguntou:

– O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?

– Três peneiras? – indagou o rapaz.

– Sim! A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer me contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, mas não tem certeza da sua veracidade, a coisa deve morrer aqui mesmo.

– Suponhamos que seja verdade. Deve, então, passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é uma coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo?

– Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?

Arremata Sócrates:

– Se passou pelas três peneiras, conte! Tanto eu, como você iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo!

Quais os limites da arte




"Diante de uma obra que desagrada, é comum as pessoas dizerem "isso não é arte". É possível traçar parâmetros do que é ou não é arte?".

SOLANGE FARKAS Falando do caso do Queermuseu eu reitero aqui o manifesto do Conselho Internacional de Museus, do qual sou associada. Eles fizeram um manifesto sobre essa questão que fala que o museu pode ser um mediador de conflitos atuando nas grandes questões que incomodam a sociedade, que distanciam os povos. Abrir-se a um conflito não significa nele mergulhar de forma passiva, significa, sim, lutar contra todo tipo de desigualdade, viver o incômodo de posicionar-se em momentos de pressão, de buscar um lugar de gestor do conflito, tentando compor entre realidades diametralmente opostas. Embora não tenha autoridade absoluta para dizer o que é ou não arte, e isso nem seria desejável, os museus e outras instituições culturais podem fornecer às pessoas parâmetros possíveis para que elas mesmas entendam o que é ou não relevante como arte, tanto para cada um como para a sociedade como um todo. Uma instituição cultural tem que assumir sua posição de fomentar esse diálogo e furtar-se a isso é negar a sua própria razão de existir.

https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/09/16/Quais-os-limites-da-arte-segundo-tr%C3%AAs-especialistas